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Mitos e ignorâncias

Essa semana está sendo uma prévia da E3. Várias informações novas e empolgantes principalmente para nós gamers. E o mais engraçado, é que é sempre assim. Todo inicio de uma nova geração são as mesmas reclamações…

“Ah, com toda essa tecnologia, o console vai ser muito caro”. Na indústria de videogames as coisas são um pouco diferentes. O console pode ter a última geração de óculos de realidade virtual embutido, mas o preço não pode ser alto. Simplesmente porque não vai vender. Videogame é um produto de massa, deve ser barato. O que acontece é que as fabricantes colocam na balança o quanto eles podem bancar de prejuizo em cada aparelho vendido. Sim, o hardware geralmente é vendido abaixo do preço de custo para o consumidor final. O retorno financeiro vem pela venda de software. Essa geração promete joysticks sem-fio, mídia óticas e de armazenamento de alta capacidade, processadores centrais e de vídeo de última geração. Mas nem por isso, o console deverá custar o preço de um supercomputador. Pelo contrário, se passar muito dos 300 dólares, já começará a ficar encalhado nas prateleiras. Lembram do 3DO? e do Neo Geo? Eram ótimos produtos, porém, muito caros. Enquanto um Mega Drive ou um Super Nintendo custavam 200 dólares, o Neo Geo chegava a 500. E o 3DO chegou as prateleiras perto da casa dos 700 dólares. Por esse motivo, ambas as plataformas, apesar de terem feito história, tinham um nicho de mercado muito limitado. E nem Microsoft, nem Sony, nem Nintendo querem isso.

“Só isso de memória? Meu PC tem muito mais e as vezes não dá conta do recado”. Esse povo tem que por logo na cabeça que videogame não é computador. Aliás, é, mas não do jeito que imaginam. Se formos considerar, todo console é um computador. Ora, eles possuem um processador, memoria, entrada e saida de dados. Mas estão numa categoria completamente diferente do computador pessoal que você tem em casa, seja um PC ou um Macintosh. Videogame é uma máquina dedicada e padronizada. Não precisa do mesmo tanto de memória ou de velocidade de processamento que seu computador pessoal precisa. Lembre-se que seu computador pessoal roda várias coisas ao mesmo tempo em que você está jogando seu Doom 3. Ele tá lá controlando várias portas de entrada e saída, com um sistema operacional pesado na memória, fora o anti-virus e outros serviços essenciais. Videogame não, ele, basicamente, só roda o jogo e pronto. Não compartilha recusros com nenhum outro tipo de software ou dispositivo. Não tem como tecnicamente compararmos videogames com PCs. São duas categorias diferentes de computadores. Só um jogo pra exemploficar: Splinter Cell. O Xbox tem 64 MB de memória RAM unificada com o vídeo. Já no PC, se você tiver menos de 256 MB de RAM (fora a placa de vídeo), nem pense em rodar o jogo.

“Vai ter pirataria? Ih, se num tiver, eu não compro. Pirataria é crime, mas o preço de um jogo original é um roubo!”. Essa, desculpem, eu me recuso a comentar. Deve ser a maior das ignorâncias.

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