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Bravura

Não sei até onde um hobby vira uma paixão, e quando a paixão vira um modo de vida. Videogames pra mim, hoje em dia, talvez seja mais que um modo de vida. Já não preciso ter um videogame em casa para manter meu interesse no assunto. Sou mais que um jogador, mais que um fã. Acredito ser um admirador dessa nova arte. Alguém que não só se entretêm no jogo puro e simplesmente. Mas que sente a expressão artística (ou a falta dela) na jogabilidade e no design de um jogo. Não consumo jogos, prefiro degustá-los.

Pena que essa arte emergente possua uma realidade tao apocaliptica no nosso país. Não vou discutir os motivos, causas e porquês desse fato. As variáveis são muitas para serem discutidas num unico texto, num único dia, por uma única pessoa. Só sei que a tempos me alistei na luta contra essa realidade. Na luta para mudar essa realidade. Faço o que posso, o que está ao meu alcance. De vez em quando, conto com o apoio de outros, mas na maioria das vezes não.

Não sei se o que fiz ou tentei fazer durante esse tempo em que me conscientizei da realidade chegaram a ajudar na grande melhoria que tivemos nos ultimos 5 anos. Não me importa. O que importa mesmo é o presente, no que conquistamos. Ha 5 anos atrás não tinhamos um curso sequer de desenvolvimento de jogos. Não tinhamos um site decente. Não tinhamos uma revista decente. Não tinhamos, alias, nenhum meio de comunicação especializado decente. Não tinhamos uma loja decente. Não tinhamos um presente decente. Muito menos um futuro. Nunca imaginaria, há 5 anos atrás, que hoje eu teria a opção de fazer uma pós graduação na área de entretenimento eletrônico. Ou que eu pudesse ligar a TV todos os dias e assistir a um programa em português feito no Brasil sobre videogames. Ou que eu, no final do ano, me encontrasse com toda a comunidade num evento nacional de grande porte.

Conquistamos isso, não sei como, nem por quem. Acredito no conjunto, na união da vontade de muitos que, aos poucos, foi contruindo algo maior. Há ainda muito o que fazer, muito mesmo. Mas veja só, até isso já temos traçado e perfeitamente planejado por uma entidade que só existe porque o mercado de videogames no Brasil precisa dela. Sinto que, aos poucos, a gente chega lá. Tenhamos paciência. Bravamente.

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