Hoje li a seguinte frase num tópico que discutia o preço da mensalidade de um MMOG no Brasil:
“Estamos no Brasil lembra? Terra onde se guarda o almoço pra comer no jantar, onde o povo come mortadela e arrota peru.”
Retruquei:
“Como se as pessoas dessa realidade tivessem um computador com internet banda larga pra jogar online.”
Gamer Brasileiro tem mania de justificar seus jeitinhos (jogo pirata, boicote a mensalidades de MMOGs, entre outros) com fatos que não justificam coisa nenhuma, como:
- Salário Mínimo
O salário minimo não tem nada a ver com a indústria de videogames. Deixe-me explicar melhor: quem possui um computador/console, com certeza não ganha somente um salário mínimo por mês. Se um jogo custa mais que um salário mínimo, não importa, pois um jogo de videogame não é um bem necessário. Arroz e feijão sim, mas jogo de videogame não. Videogame é artigo de luxo, voltado para quem pode pagar.
- Comparação de preços com outros mercados
Tem gente que diz: “puxa, nos EUA um jogo custa 50 dolares, então aqui deveria custar 50 reais”. Parece que esquece (ou, mais provável, nem sabe) que no meio disso tudo tem o câmbio, carga tributaria, economia locais, entre outras coisas que só um economista poderia comparar detalhadamente.
- Generalização da situação socio-economica do país
Não há dúvida que no Brasil, infelizmente, tem muita gente que passa fome, que ganha um salário desumano, que faz jornada tripla de trabalho (com poucas horas para o lazer), ou ta lutando pra arranjar emprego. Porém, nada disso justifica o preço de um jogo de videogame. Videogame nao é entretenimento pra qualquer um. É um entretenimento, atualmente no Brasil, caro, e que é voltado pra quem quer e pode pagar. Aliás, no noso país, infelizmente, muita gente não tem tempo nem dinheiro pra nenhum tipo de entretenimento. Como já disse, às vezes pelo fato das várias jornadas de trabalho, ou afazeres caseiros, grande quantidade de filhos pra criar ou simplesmente por não sobrar dinheiro para outra coisa além do essencial para sobreviver, essas pessoas não conseguem nem mesmo, bater uma bolinha no final de semana.
O certo é, além de sempre lutarmos no que pudermos para tentar melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro, deveríamos também apoiarmos e fazermos o que pudermos para acabar com os abusos e absurdos que o mercado de videogame sofre no Brasil. Identificar as causas e pensar em soluções. Mas ficar justificando o injustificável que, inclusive, acbaba degredindo mais o mercado, é lamentável.
Ta achando caro? Pare de ficar apenas reclamando e olhando pro próprio umbigo e argumente com os responsáveis, junte um pessoal e faça um “abaixo-assinado”, reflita, busque por soluções… Tudo é válido desde que feito com maturidade e ética.

