Assim que o ônibus ia passando pelas ruas de São Paulo, uma CG passava na minha mente. Era um flashback da EGS 2004. Tinha sido a última vez que estive em São Paulo.
Assim que chegamos, saímos da rodoviária e fomos em direção ao hotel. A gente tava afim de um banho antes da feira, mesmo que isso nos custasse uma diária a mais. Então fomos para a estação do metrô.
Salsa: “Pra que lado que a gente tem que pegar?”
Mauricio: “É esse aqui.”
Salsa: “Tem certeza? Vamos ver o mapa”
Mauricio: “Não, é esse aqui mesmo. Eu olhei a plaquinha quando a gente tava indo pra bilheteria”
Chegando na plataforma, eu senti algo estranho… Acho que tinha ido pra plataforma errada, a certa seria a outra. Bom, era só uma impressão. Entramos no metrô. Olhei o mapinha dentro do vagão…
Mauricio: “É… pegamos pro lado errado. Vamos ter que mudar de lado.”
Salsa: “Beleza, na próxima estação a gente desce e muda de plataforma.”
Descemos na estação seguinte. Não tinha como mudar de plataforma sem passar pela roleta (o que significaria pagar outra passagem).
Mauricio: “Vamos pra outra estação. Eu tenho certeza que tem alguma que deixa mudar de plataforma sem ter que pagar outra passagem.”
Então, pegamos outro metrô e na estação seguinte conseguimos mudar de plataforma sem pagar outra passagem.
Mauricio: “Afff começamos bem hein?”
Salsa: “Eheheheh foda”
Mauricio: “Bom, mas pelo menos serviu pra gente ir acostumando com a jogabilidade de São Paulo”
Ao sair do trem na Estação Paraíso, não sabíamos exatamente para qual saída seguir. Depois de nos deparamos com algumas paredes invisíveis no cenário, achamos a saída correta. Chegamos no hotel depois da viagem de metrô lotado, com direito a um slowdown na Estação Sé, provavelmente por causa da quantidade de NPCs existentes nesse cenário. Aliás, era a primeira vez que o Salsa via um engarrafamento numa linha de metrô. Não tínhamos feito reserva, então pedimos um quarto. O recepcionista disse que não tinha quartos disponíveis antes das 12h. Ou seja, foi uma viagem praticamente inútil. Só não foi porque pudemos fazer a reserva e guardar nossas malas.
Recepcionista: “Só temos vagas na área de fumantes senhor.”
Mauricio: “Uai, tudo bem… Mas qual a diferença? Tem um cigarro aceso permanentemente nos quartos de fumante?”
Preparamos então nossas mochilas de mão pra irmos para a feira. Colocamos vários power ups de reserva em caso de necessidade.
Voltando para a rodoviária, entramos na estação do metrô.
Salsa: “Pra que lado que temos que pegar?”
Mauricio: “Jabaquara. Por aqui.”
Salsa: “Tem certeza?”
Mauricio: “Eheheh tenho, agora já tô acostumado com a jogabilidade. É semelhante à do ano passado”
Salsa: “Acho melhor apertar Select e ver o mapinha”
Mesmo sem consultar o mapinha, pegamos o metrô. Desta vez, pro lado certo.
Maquinista: “Estação Vergueiro”
Maurício: “Às vezes não dá pra ouvir direito o que o maquinista fala.”
Salsa: “Ele falou Estação Vergueiro né?”
Maurício: “É. Legal que a voz do maquinista aqui é em tempo real. Em Belo Horizonte também era, mas agora, se não me engano, é tudo pre-renderizado”
Salsa: “Sério?”
Maurício: “É. Da última vez que peguei o metrô, deu pra perceber que a voz era gravação, não era o maquinista que falava. Ele deve acionar alguma coisa que dispara a gravação. Se bobear, o trem lá é controlado por AI.”
Salsa: “Eheheh nem tanto…”
Maurício: “Eheheh Bom, deixa eu pegar um chocolate aqui. Preciso recuperar meu life um pouco.”
Chegando na rodoviária, fomos ao banheiro para trocarmos nossos avatares. Nossa textura tava em baixíssima resolução por causa da viagem. Quando estávamos indo em direção ao banheiro, eis que surge o primeiro personagem secreto. Jovan, que iria dividir o quarto de hotel conosco, estava saindo do banheiro.
Mauricio: “Fala Jovan! Cara, se a gente tivesse combinado não teríamos nos encontrado assim”
Jovan: “Com certeza, tudo bem?”
Salsa: “Igual ano passado, quando encontrei vocês no metrô. Não tínhamos combinado nada e eu entrei no mesmo metrô, no mesmo vagão que vocês e ainda pela porta em frente a onde vocês estavam sentados”
Mauricio: “Isso prova que a EGS é um jogo linear. Não temos tanta liberdade assim. De uma forma ou de outra, iríamos encontrar o Jovan antes de ir à feira”
Depois de aplicar uma textura nova no banheiro, saímos em direção à EGS. Da Estação Tietê até o Center Norte dá uma boa caminhada. No caminho, tive a impressão de que existiam menos objetos no cenário do que ano passado. Poucos carros passando na rua, poucas pessoas. Talvez pelo fato de que na parte da manhã, apenas imprensa poderia entrar a EGS. Pelo menos, não pude perceber nenhum pop-up no cenário.


